Antes da estreia da Seleção Brasileira havia uma avaliação que o que o confronto contra Marrocos seria o mais difícil.
Também era quase uma fala uníssona que Marrocos tinha um time coletivamente melhor e que além disto, também fizeram fez um ciclo superior ao nosso. Melhores na última copa em termos de resultado, fomos derrotados em um amistoso e ainda foram campeões – de forma absurda -da Copa das Nações Africanas.
Quando falamos de Seleção Brasileira temos uma empáfia por sermos o país com mais conquistas na mais importante competição do mundo do futebol. Não vencer, não golear um Marrocos acaba sendo um pecado contra a santissíma trindade.
A atuação da Seleção na estreia não foi boa. No entanto, ela é reflexo dos problemas ao longo do ciclo. Também é a consequência da chegada de um técnico após a passagem de três técnicos e com uma cultura, uma forma de ver e fazer futebol diferentes da nossa cultura.
Isto é ruim?
Entendo que não. Mas até a cobrança em cima do Carlos Ancelotti é mais cruel e sempre é feita como se fosse uma insatisfação da torcida, quando a pergunta é muito mais de quem fala do que um sentimento do torcedor.
O Brasil sempre estará como um dos favoritos, mas pela tradição, pelo peso da camisa. No entanto, isto não é pelo momento. Espanha, França, Argentina, Portugal, Inglaterra tem equipes superiores a nossa.
O Brasil pode ser campeão, mas precisará construir isto ao longo da Copa com um encaixe que possa acontecer.
Avaliações para um otimismo ou um pessimismo é a visão da cada torcedor.
O resto é a corneta de muita gente que não conhece mas em tempos de Copa do Mundo passa a ser especialista do momento. E, normalmente, estes sofrem e criticam mais porque tem pouco conhecimento da própria realidade da nossa seleção e das outras.
foto: Darrian Traynor/Getty Images