JOVEM PRECOCE

  • sexta, 01 setembro 2017 00:00
Jovem, precoce e competente: Dado Cavalcanti fala sobre começo da carreira e CRB na Série B Jovem, precoce e competente: Dado Cavalcanti fala sobre começo da carreira e CRB na Série B Ailton Cruz - Gazeta de Alagoas

"Meu 1º grupo profissional tinha média de idade mas alta que a minha como treinador", revela Dado 

 

Precoce. Esta palavra se encaixa como uma luva na trajetória de Luiz Eduardo Barros Cavalcanti, ou simplesmente, Dado Cavalcanti. Aos 36 anos, o técnico do CRB ostenta um currículo de ter dirigido 17 equipes, além de ter conquistado sete títulos.

Dizem que os apaixonados por futebol já nascem dando chutes ou que ainda dormem com a bola. Dado não fez isso, mas recebeu do seu pai a influência que o despertou a ter amor pelo futebol. “Meu pai me levava para o estádio e depois chegou a me matricular em uma escolinha. Joguei na base por muito tempo. Sempre fui precoce e em todas as categorias sempre jogava na categoria acima. Fui profissional com 17 anos”, disse.

A precocidade também seguiu ao trocar de caminho deixando o futebol dentro de campo, como jogador e passando para comandar grupos fora de campo, como treinador. Quase uma “criança” em meio a um grupo de jogadores rodados, Dado admite que se assustou nos momentos iniciais. “Meu primeiro grupo profissional não era que tinham jogadores mais velhos que eu, a média de idade era mais alta que a minha idade como treinador. No primeiro momento precisei ser muito firme nas minhas ações pra demonstrar a minha firmeza como comandante. Tudo que eu falava para os jogadores eu media antes, eu calculava o que iria dizer. Não era algo espontâneo, era algo realmente engessado. Tinha preocupação de passar para os atletas a segurança e, principalmente, fazer com que eles confiassem na minha palavra”, admite o treinador.

O jovem técnico que já conseguiu respeito no mercado pelos trabalhos feitos em times de massa, como Santa Cruz e Paysandu, chegou ao CRB em um momento de dificuldade, com o Galo na zona de rebaixamento e vindo de cinco derrotas consecutivas.

Dentro deste cenário, Dado Cavalcanti assumiu o time, encaixou uma série de resultados positivos e trouxe a equipe para brigar na parte de cima da tabela. A visão do treinador para a sequência na Série B e para o desejo de o Galo de chegar à Série A é muito realista. “Neste campeonato existem duas vagas em aberto. O Inter se achou no campeonato, meio que tardiamente, e terá uma vaga garantida. Acho que dentro no nível da Série B, o América (MG) está à frente das outras equipes em termos técnicos e táticos, com variações de jogo e em termos de jogadores. Vejo o campeonato com duas vagas em aberto. Também vejo que existem times que são favoritos. Vejo o CRB em um posicionamento de campeonato, de tabela em uma condição que vale a pena sonhar. A gente não pode trazer de um objetivo, de um sonho, mais pressão ou mais responsabilidade e essa é uma função interna, minha, do Alarcon (superintendente de futebol), do presidente (Marcos Barbosa) para que os jogadores não sintam o peso desta responsabilidade. Nós podemos e não devemos trazer com este pensamento responsabilidades ou pressão nos ombros dos nossos atletas. Quando eu falo nós podemos, não é da boca para fora, eu acredito que podemos chegar, estou praticando esta ideia. Se nós vamos chegar ou não isso é outra condição, pois vamos disputar contra adversários que estão no mesmo nível que a gente”, explica o treinador do Galo.

 

deixe um comentário

Make sure you enter the (*) required information where indicated. HTML code is not allowed.