Crossfit: belas, femininas e mais fortes que o preconceito

  • domingo, 10 dezembro 2017 00:00
Pediatra, esposa, mãe, Roberta Holanda 'apaixonou-se' pelo crossfit Pediatra, esposa, mãe, Roberta Holanda 'apaixonou-se' pelo crossfit Felipe Brasil - Gazeta de Alagoas

Mulheres alagoanas ‘atropelam’ o preconceito, treinam pesado e mudam corpo com crossfit

Gabriela Pires tem cinco meses de pratica do crossfit: mudanças no corpo visíveis - Foto: Felipe Brasil - Gazeta de Alagoas

 

Aos 24 anos, Gabriela Pires é uma mulher bonita. O jeito de modelo chama a atenção. Produzida para uma sessão de fotos ilustrativas da matéria, Gabriela chegou ao acompanhada pelo namorado, com o cabelo impecavelmente escovado e com um batom rosa que harmonizava ainda mais seu belo rosto.

Mesmo com todos estes requisitos, o que chamava atenção era o seu corpo. Abdômen trincado, trapézio visivelmente desenvolvido, pernas musculosas. Um conjunto que chama a atenção principalmente em sua 'tribo' do Crossfit. Mas a visão descrita no texto também tem outro lado: o preconceito. Para muitos a 'beleza' da jovem nutricionista também é um exagero, um corpo com contornos femininos mas excessivamente masculinizado.

Se os treinos de crossfit já não exigissem muito delas, a luta contra o preconceito de homens e mulheres foram do mundo fitness é uma outra dificuldade a ser vencida. A realidade de Gabriela é semelhante as realidades de Paula, Laryssa, Roberta, outras mulheres que encaram o desafio da prática de uma modalidade esportiva apaixonante, envolvente, mas que traz atrelada o preconceito de uma parcela da sociedade pois é uma prática tida como masculina, por conta da força e da definição corporal que proporciona. Com muita força, definição e beleza, elas são mais fortes que o preconceito.

 Aos 32 anos, a médica pediatra Roberta Holanda expressa no seu corpo o 'poder' que o crossfit proporciona. Forte, definida e com uma 'pegada' no treinamento que impressiona até os homens, Roberta é mãe, dona de casa, médica e apaixonada pelo crossfit. Sua chegada a modalidade se deu através do seu esposo. "Vim graças ao meu esposo. Detestei a primeira aula e voltei para a academia. Mas uma coisa já havia me envolvido, mesmo sem eu perceber e acabei voltando para o cross e já estou a 15 meses", disse Roberta.

Ela admite que até em casa, com os pais existe uma preocupação com lesões e em se tornar uma 'velha toda quebrada'. "Não ligo. Nunca lesionei. Adoro o treinamento, a superação, é uma forma de aliviar o stress, ficou esperando o dia para poder treinar" disse Roberta.

Paula Amanda descobriu o crossfit e definiu: 'É isso que quero" - Foto: Felipe Brasil - Gazeta de Alagoas

 

História semelhante é a de Paula Amanda, 29, advogada, servidora pública que já está 'viciada' a um anos e oito meses. "Estava saturada de academia. Era a mesma coisa. Comecei a ver o corpo da galera do cross e entendi que 'queria isso', resume Paula.

Assim como as outras colegas praticantes da modalidade, Paula admite o preconceito de alguns. "Há uma resistência, falam de um corpo másculo, minha mãe mesmo já falou que já estava bom que eu tivesse cuidado em não ficar mais forte", revela a advogada.

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