INIMIGO Nº 1

  • domingo, 11 agosto 2019 00:00
Este comemoração foi a 1ª do CSA na Série A; gol de Matheus Sávio na estreia da competição Este comemoração foi a 1ª do CSA na Série A; gol de Matheus Sávio na estreia da competição Ailton Cruz - Gazeta de Alagoas

Inofensivo, CSA está há 521 minutos, 63 dias e cinco jogos sem balançar a rede

 

O maior ‘inimigo’ do CSA na Série A é o gol. A frase pode parecer estranha mas é cabível graças a relação distante que o clube tem com o maior momento do futebol.

Passadas 13 rodadas na competição, a relação do CSA com o gol é a pior possível. O time tem o pior ataque entre os 60 times que disputam as Séries A, B e C. Na Série B, por exemplo, o pior ataque marcou três vezes mais que o CSA. São nove gols já marcados pelos ataques do Criciúma, Guarani e Vila Nova.

Já na Série C, o pior ataque é do Atlético Acreano, que mesmo assim, tem um pouco mais que o dobro de gols marcador que o CSA: são sete já assinalados. Até mesmo na Série D apenas onze equipes marcaram menos gols que o CSA. No entanto é preciso levar em consideração que todas estas equipes fizeram apenas seis jogos.

Ao analisarmos os números ofensivos do CSA temos uma clara sensação de ineficiência. O último gol marcado pelo CSA foi de Carlinhos contra o Botafogo, gol marcado aos 16 minutos do 2º tempo na 8ª rodada da competição. De lá para cá, foram 521 minutos sem marcar, 63 dias e cinco jogos.

Os scouts usados para acompanhar as equipes nos diversos fundamentos também deixam o CSA com vergonha da ausência de gols. Com 13 jogos disputados e apenas os ‘magros’ três gols marcados, o CSA tem um média – quase nula – de 0,2 gol por jogo. Só para se ter uma ideia com o número de gols que o Alagoano toma, na mesma quantidade de jogos, o CSA tomou vinte gols e isso lhe oferta uma média de 1,5 gol tomado por partida.

Obvio que para marcar, o CSA precisa chutar e isso também não acontece com o time azulino. O CSA tem a menor quantidade de finalizações de toda a Série A. São apenas 107 finalizações, sendo destas, 35 certas (média de 2,7 por partida) e 72 erradas, ou seja, média de 5,5 por jogo. Acima das 107 finalizações azulinas está o Botafogo que tem 115 finalizações na competição.

Se o CSA não faz gols, nem finaliza com eficiência, a relação comparativa entre gols e fundamentos também trazem números muito ruins. Na relação de minutos jogados, a cada 107 minutos, o CSA consegue uma finalização. São 35 chutes para marcar um gol, 59 cruzamentos para marcar um gol e a necessidade de 1.106 passes para o time azulino balançar as redes.

O jogo mais eficiente no critério finalização foi justamente a partida contra o Botafogo, quando o CSA conseguiu sete finalizações certas. Em compensação, na goleada sofrida para o Atlético (MG), o CSA sequer conseguiu uma finalização.

A maneira inofensiva do CSA na Série A não está relacionada a quantidade de atacantes, muitos chegam a relacionar com a qualidade.  Até agora o time azulino utilizou sete jogadores. Jogaram pelo Azulão: Cassiano, Maranhão, Robinho, Patrick Fabiano, Alecsandro, Ricardo Bueno e Gamarrra. Apenas Maranhão marcou e destes, Cassiano, Robinho e Patrick Fabiano não estão mais no elenco azulino.

Entre os atacantes azulinos utilizados ao longo da Série A, Cassiano – que já não está mais no clube – e Maranhão são os que mais atuaram. Foram oito jogos com a camisa azulina. A seguir vem Patrick Fabiano jogou quatro partidas, Ricardo Bueno jogou três, Alecsandro dois, Robinho e Gamarra atuaram apenas uma vez.

Desde a sua chegada, o técnico Argel Fucks tem intensificado o trabalho ofensivo. No último jogo contra o Vasco, o CSA criou mais e finalizou com mais qualidade que o adversário. Ao longo de toda a semana, Argel treinou de forma contundente o fundamento de finalização.

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