Individualidade, estratégia, o “pulo do gato”, explicam vitórias de CSA e CRB

  • quinta, 02 fevereiro 2017 00:00

O futebol atual deixou se ser apenas a capacidade técnica do jogador. A forma moderna de ver futebol alia a capacidade do jogador, a sua individualidade, aliada a fatores como qualidade física, poder de improvisação, confiança, estratégia de jogo, aplicação tática, capacidade do treinador ler o que acontece no jogo e traduzir rapidamente as observações tornando sua equipe funcional em campo.

Tudo isso foi visto ontem no desempenho do CSA e do CRB em mais uma ‘volta’ do Campeonato Alagoano. Ver tudo isso significa que tivemos dois grandes jogos? Não, de maneira nenhuma. Olhando com a visão do torcedor, tivemos no Rei Pelé um jogo cercado de uma briga tática por parte dos treinadores e em Coruripe apenas uma partida onde os jogadores mostraram determinação em busca do objetivo traçado.

Para chegar a vitória sobre o Santa Rita, o CRB precisou da individualidade do atacante Maílson, da presença decisiva do goleiro Juliano e da expertise do técnico Léo Condé, que quando acossado, pressionado pelo time cheio de qualidades e obediente taticamente ao que determinou o técnico Eduardo Neto, soube fazer a leitura correta, confiar em uma alternativa e ofertar condições para que ela acontecesse. Ao olho apenas ‘doente’, ‘envolvido’ e ‘apaixonado’ do torcedor, Condé fez uma burrice gigantesca ao tirar um meia-atacante para por um zagueiro.

-Agora é que vamos ser engolidos, gritou um. O outro torcedor já berrou– Esse ....tá pensando que o CRB é time pequeno? Ou ainda – já começou a fazer m....esse filho da .....

A responsabilidade de quem estuda futebol e comunica ao seu leitor, ouvinte, seguidor ou telespectador é traduzir aquilo que foi feito, mostrar a intenção e apontar que se der certo, funcionará ‘assim’ e se não der certo, o time vai sofrer ‘deste jeito’. O pulo do gato de Condé estancou a sangria que o CRB passava, oxigenou sua parte ofensiva com a liberação dos laterais e assegurou uma vitória construída com esta ação, com a individualidade de Maílson e com a frieza do goleiro Juliano.

 

Se passarmos para o lado do CSA. Canindé teve ousadia ao mudar por completo a sua equipe. Ele foi confiante no que o time ganharia com tantas mudanças, sem ser soberbo ou menosprezar seu adversário. Conhecer o seu grupo, ousar ao mexer tanto, faz parte da qualidade do técnico e acima de tudo de conhecer o que seus comandados podem fazer. Além de tudo isso, acreditar no poder de improvisação, pois o gol saiu de um lateral, que cruzou para outro lateral que estava na área, acreditando na dobra de laterais ou avançando na função como um meia de aproximação. O futebol é bonito por isto e justamente por ser bonito é que é apaixonante. Viva, CRB 2 x 0 Santa Rita! Viva, Coruripe 0 x 1 CSA! Viva o futebol!

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