Quando um planejamento respeitará o torcedor?

 |  domingo, 10 junho 2018 00:00

Planejamento é uma palavra que significa o ato ou efeito de planejar, criar um plano para otimizar o alcance de um determinado objetivo.

Infelizmente o significado desta palavra parece não ter chegado ao entendimento do comando da Polícia Militar no jogo entre CSA x CRB.

Após o jogo o ‘planejamento’ posto em prática pela PM expos torcedores do CRB a uma situação que beirou o absurdo, o desrespeito, a indignação. Empurrados como o gado é levado para o abatedouro, os torcedores do CRB foram obrigados a deixar o Rei Pelé pela saída que fica do lado do placar eletrônico, sendo conduzidos de volta para a Av. Siqueira Campos, onde encontrariam torcedores do CSA, que mesmo após quase cinqueta minutos não haviam sido dispersados por completo.

Neste trajeto, sob a contestação de alguns torcedores, a resposta da PM veio através de empurrões e utilização de spray de pimenta, até mesmo em crianças. A lógica indica que a saída precisa ser rápida e por caminhos mais fáceis. Com a saída pelo lado contrário – lado onde existe a rampa de acesso - , daria a alguns torcedores a condição de apenas entrar no estacionamento do estádio para pegarem seus veículos ou mesmo se deslocassem para o ponto de ônibus onde esperariam os coletivos.

Mas os torcedores fizeram toda a volta no estádio saindo pela Cabo Reis e chegando na Siqueira Campos, na esquina do Bar do Carlão onde houve encontro com torcedores do CSA. Após quase uma hora do fim do jogo ainda ouvimos o barulho de bombas no lado de fora do Rei Pelé.

Revolta, desespero, insegurança foram algumas das sensações passadas por pais com seus filhos, por anônimos, por pessoas conhecidas, enfim, pelo grosso da torcida do CRB, que incrédula com o tosco planejamento se viram quase que entregues ao confronto com a torcida azulina.

Não é possível descrever em palavras a sensação vivenciada por muitos, porque o sentimento é próprio de quem viveu momentos angustiantes. A revolta foi expressada por alguns que usaram as redes sociais para denunciar o absurdo planejamento.

E os outros tantos que não conseguiram se expressar? Ou ainda aqueles que passaram a repensar o retorno para um outro jogo após o sufoco enfrentado?

Definitivamente não existe um plano de ação traçado, executado e até mesmo uma repetição de modelos que já foram usados – com sucesso – em outros clássicos, como os dois clássicos da decisão do título estadual. A cada jogo, a mudança do comando da partida traz ideias, padrões, modo operandi, completamente diferente.

A única coisa que não muda é o desrespeito com o torcedor. Também não muda a sensação que o torcedor é tratado como ‘maloqueiro’ em uma vala comum que beira o absurdo.

Talvez o desabafo através de um texto, a cobrança de uma atuação condizente com a grandeza e a importância na Polícia Militar não sirvam para amenizar o momento de desespero, angustia, incerteza e insegurança vivido por tantos, mas é preciso levar a todos os envolvidos que a estratégia, o planejamento utilizado pela PM para a saída do torcedor do CRB causou em muitos momentos nunca vividos ao longo de tanto tempo de acompanhamento do futebol.

É preciso realmente planejar, é preciso criar um padrão de ação, é preciso que o torcedor sinta-se abraçado, tenha a sensação de segurança ao final de um jogo relativamente tranquilo.

É preciso que a PM não seja refém de pensamentos individuais, de uma estratégia equivocada e que exista uma maleabilidade de evacuar a torcida no mais curto intervalo de tempo e pelo caminho de menor risco.

A estratégia utilizada pela PM voltou a afastar um sem número de torcedores do próximos jogos, voltou a fazer torcedores repensarem se vale a pena ir a um estádio de futebol, levou pais que não levaram seus filhos ao campo explicar a decisão a filhos que ficaram frustrados em não ver o seu time.

Se no planejamento da PM tudo isso estava englobado, parabéns, vocês conseguiram o que queriam. Se o pensamento não era esse, revejam os erros, admitam o equívoco e peçam desculpas pelo desserviço prestado aqueles que deveriam ser protegidos.

CRB foi melhor mas a impressão é que o CSA ficou mais próximo da vitória

 |  domingo, 10 junho 2018 00:00

O primeiro clássico entre CSA e CRB não foi um jogo bom tecnicamente. As duas equipes jogaram com o objetivo de não perder e por isso tiveram dificuldade em construir o jogo ofensivamente.

Os números do jogo foram favoráveis ao CRB, mesmo o desenrolar da partida mostrando um CSA mais próximo da vitória. Isto porque o Galo apresentou mais volume, mas não tinha objetividade. Por outro lado, o CSA jogava de forma reativa, tinha menos posse, mas acabou sendo mais objetivo.

Ao longo dos noventa minutos, o CRB teve 52,3% de posse de bola, conta 47,7% do CSA.

O número de passes reforçou a característica do CRB em ser a equipe em toda a Série B que troca mais passes. Ao longo do jogo, o Brasil trocou 282 passes com 87% de acerto contra 183 passes dados do Alagoano com acerto de 81%.

Até mesmo nas finalizações, o CRB também levou vantagem. Foram três finalizações certas para cada um, sendo que o CSA finalizou nove vezes contra oito vezes do CRB.

O lance com a maior sensação de gol foi do CSA com Walter colocando uma bola na trave. O destaque individual do CSA - e do jogo, foi o atacante Niltinho. Edson Ratinho foi o jogador mais efetivo do CRB, sendo o jogador com mais posse de bola (15,37%) e com mais passes certos (43). Mas com um jogo tão tático, Edinho pelo CSA e Claudinei pelo CRB, também asseguram um lugar de destaque na partida.

Ao final da rodada da Série B, o CSA fincou sua posição no G4, mantendo o segundo lugar e seguindo de maneira progressiva para o seu primeiro objetivo: chegar aos 45 pontos e assegurar sua participação na Série B. Com 19 pontos em 30 que disputou, o time azulino crava um aproveitamento de 63,3%. Para a meta traçada restam somar 26 pontos.

Nesta relação, a situação do CRB é muito mais complicada. Disputando os mesmos 30 pontos, o CRB só somou oito pontos, o percentual é de 26,7%. A diferença para o objetivo de permanecer na Série B é de ainda buscar 37 pontos. Sem contar que o CRB segue na zona de rebaixamento.

Desculpa Neto, eu perdi uma ótima oportunidade

 |  segunda, 04 junho 2018 00:00

Nós jornalistas também erramos.  Escrevi um post cobrando uma atitude em relação a uma declaração do atacante Neto Baiano.

O atacante não deu nenhuma declaração sobre o assunto que tratei no post ‘A oportunidade perdida por Neto Baiano”.

Ele não falou que existiriam jogadores ‘que não mereciam vestir a camisa do CRB” ou que existiam ‘jogadores sem comprometimento’.

A informação surgiu em uma conversa no vestiário do CRB entre setoristas do clube. O repórter Paulo Lira, integrante da equipe CBN/Correio não ouviu Neto no começo da entrevista, mas ao chegar no vestiário foi informado que o jogador havia falado tudo isso.

Um caso clássico de uma brincadeira ou de uma má intenção de um profissional de imprensa, que foi repassada por uma repórter da equipe que trabalho e que pela gravidade do assunto me fez comentar na rádio e escrever no site.

Ontem após publicar o post cheguei a ser indagado por um torcedor do CRB que afirmou que não tinha ouvido Neto falar sobre o assunto.

Devo desculpas a Neto Baiano por ter citado algo que ele não falou e no mesmo espaço que usei para cobrar dele uma atitude, uso para pedir desculpas em cima de algo que rigorosamente não foi falado.

A oportunidade perdida por Neto Baiano

 |  domingo, 03 junho 2018 00:00

Nos últimos anos, Neto Baiano tem se constituído como o principal atacante do CRB. Este status se dá seja pela entrega, seja pelos gols marcados, alguns deles decisivos ou pelos posicionamentos em favor do clube.

Não seria exagero dizer que Neto Baiano criou uma liderança junto ao clube e algo próximo de uma idolatria junto ao torcedor do Galo.

No jogo contra o Brasil de Pelotas, o Neto Baiano perdeu uma grande oportunidade...

A oportunidade desperdiçada não foi dentro de campo e sim, fora dele. No fim de jogo, Neto Baiano foi entrevistado e do alto de seu peso no elenco, Neto declarou que existiam jogadores no elenco que ‘não mereciam vestir a camisa do CRB’ e que ‘não tinham comprometimento’.

A declaração é forte e chega a soar como irresponsável. Neto Baiano teria dois outros caminhos. O primeiro era ‘espanar’ isto de maneira interna, cobrando daqueles que não mereciam vestir a camisa do CRB ou que não tinham comprometimento. Outro caminho – que colaboraria muito com o clube – era dar ‘nome aos bois’ e dizer claramente quais são os jogadores.

Como não fez nada disto, Neto soltou a bomba, jogou para a galera e bomba acaba atingindo todos os jogadores. Júnior Rocha, técnico do CRB, não se pronunciou sobre o assunto e disse de forma clara que o próprio jogador precisa ser responsabilizado pelo que fala e que o assunto deveria ser tratado de forma interna.

A direção do CRB não se pronunciou. Mas após uma declaração tão forte, principalmente no momento vivido, a direção deveria cobrar do jogador esclarecimentos públicos. Neto voltaria a imprensa e diria que estava de cabeça quente e não era aquilo que gostaria de dizer ou então revelaria os nomes.

O referenciado atacante está perdendo uma chance de contribuir muito com o CRB: revelando algo que - até que se prove ao contrário – a direção do CRB não sabe. Se souber e não tomou providência tem sido conivente com jogadores que estariam criando dificuldades para o clube.

Como Neto não é atacante de ‘perder oportunidades’ é esperado que esta oportunidade tenha uma finalização perfeita, como em muitas oportunidades, dentro de campo, ele faz como poucos.

O que aconteceu com a torcida do CSA?

 |  domingo, 15 abril 2018 00:00

Se em campo, o CSA fez uma ótima estreia, nas arquibancadas, a torcida azulina decepcionou. Os números precisos da estreia do CSA na Série B assustam:

Renda: R$ 90.725,00

Público Total: 6.626 torcedores

Público Pagante: 5.382

Não pagantes: 715

Crianças: 529

O público total de ontem contra o Goiás é inferior a muitos públicos pagantes de jogos pelo Alagoano contra o Murici, CEO, Dimensão Saúde. Com todo respeito, o torcedor azulino decepcionou.

Não costumo colocar a culpa no torcedor. Sempre entendo que o torcedor/consumidor é mal tratado, não tem conforto, não é ouvido e todos no futebol entendem apenas que ‘sábado, tem jogo, contamos com o torcedor’.

Não vi nenhum trabalho direcionado para levar o torcedor ao campo. Não se sabe se o problema foi o preço, o jogo pela TV, violência, falta de costume do jogo ser no sábado à tarde, mas é curioso que o azulino torceu, quis demais a Série B e no primeiro contato, decepcionou.

Tudo que sempre foi criticado, zoado, desmerecido na torcida do CRB, a torcida azulina fez na estreia da Série B. Vamos ver como será a sequência e tentar responder a pergunta feito no título do post:  o que aconteceu com a torcida do CSA?

Bons ventos para a largada do CRB na Série B

 |  quinta, 12 abril 2018 00:00

Após uma semana muito pesada após a perda do título alagoano para o CSA, o CRB começa a Série B do Campeonato Brasileiro com um novo rumo.

Mazola Júnior relacionou quatro jogadores oriundos das divisões da base para estar entre os vinte jogadores relacionados para a partida. O atacante Dudu é o mais ‘velho’ com 19 anos.

O zagueiro Renan e o volante Gabriel tem 18 anos. E o mais novo deles é o Erick de apenas 16 anos.

A importância destes quatro jogadores comporem os relacionados mostra um trabalho das divisões de base e projetar no mercado possíveis jogadores a serem negociados.

Este começo oportunizando a presença de jogadores das divisões de base é realmente animador e poderá recolocar o CRB no rumo de buscar seguir negociando pelo menos um jogador por temporada.

Se esta for uma linha a ser adotada pelo técnico Mazola Júnior e até mesmo pelo próprio clube, vejo um começo da Série B muito positivo, com uma visão de renovação, de diminuição de média de idade do time para a competição. Vejo isso como algo bem positivo. Tomara que estes ventos possam seguir ao longo da Série B.

É possível fazer uma seleção em um campeonato tão ruim?

 |  quinta, 05 abril 2018 00:00

 

Passou a fazer parte de qualquer competição a escolha dos melhores. Isto é mais um item que copiamos do estrangeiro. Esporte como o volêi, escolhem o MVP (Most Valor Persor), a NBA também usa o mesmo mecanismo. A organização UFC também padronizou em seus eventos, a melhor luta da noite , o melhor nocaute e por ai , vai. A FIFA e a UEFA também escolhem seus melhores.

Alagoas não poderia ficar de fora, não é?

Claro que não. Isto faz parte de uma ação de marketing que visa valorizar destaques, ofertar um ‘plus’ a competição. Mas é possível responder a pergunta feita lá em cima, no título deste post? Acho que sim.

Ninguém vai discordar que o Alagoano deste ano teve um nível muito baixo, que pouco jogadores apareceram, que poucos jogadores mostraram regularidade, mas é possível pinçar alguns nomes que foram bem na competição.

Minha Seleção:

Goleiro: João Carlos (CRB)

Lateral Direito: Chiquinho (ASA)

Zagueiro 1: Leandro Souza (CSA)

Zagueiro 2: Anderson Conceição (CRB)

Lateral Esquerdo: Diego (CRB)

Volante 1: Feijão (CRB)

Volante 2: Matheus (Coruripe)

Meia 1: Daniel Costa (CSA)

Meia 2: Didira (CSA)

Atacante 1: Nona (CEO)

Atacante 2: Neto Baiano (CRB)

Craque: Didira (CSA)

Revelação: Matheus (Coruripe)

Técnico:  Jaelson Marcelino (ASA)

Melhor Árbitro: José Ricardo Laranjeira

Melhor Árbitro Assistente: Maxwell Rocha

Árbitro Revelação: José Jaini Oliveira Bispo

Árbitro Assistente – Revelação: Wellington da Silva Santos

Thiago Potiguar saiu por desempenho dentro ou fora de campo?

 |  segunda, 19 junho 2017 00:00

A direção do CSA aproveitou esta segunda-feira, primeiro dia de atividades na semana, para liberar três jogadores do elenco azulino.

O lateral esquerdo Rayro, o meia atacante Thiago Potiguar e o atacante Soares. Segundo o presidente Rafael Tenório houve um entendimento, percebeu-se que os jogadores não seriam aproveitados e o elenco já apresentava sinais de inchaço.

No entanto, o que me chama atenção é o desligamento de Thiago Potiguar. Nos dois últimos jogos, Potiguar foi usado em detrimento de jogadores com características de velocidade como Gustavinho.  Potiguar foi usado contra Remo e contra o Confiança. Será que o rendimento dele é inferior ao rendimento de Jonathan e Gustavinho, jogadores de velocidade e que atuam pelos lados? Ou o desligamento do jogadores está relacionado a aspectos extracampo?

A direção do CSA deverá saber a resposta. O técnico Ney da Mata falou na última coletiva que em dois jogos ou três jogos deveria apresentar o seu time, ou seja, uma formação que ele acredita que são os melhores e que podem render mais. Também disse que nunca cometeu injustiça dando a entender que em um curto período de tempo haveriam desligamentos.

 

Os primeiros foram desligados e parece que a avaliação já aconteceu. Se assim foi, apenas Potiguar teve chance nos jogos, os outros dois, nem isso. E o meia azulino entrou aos 26 minutos do tempo final e jogou ‘sua vida’ em 24 minutos. Não deu para continuar.

Teremos torcida única. Salve, salve! As instituições foram respeitadas

 |  sábado, 08 abril 2017 00:00

Sou contra a presença de torcida única nos estádios de futebol. Principalmente quando se fala de clássicos. Experimentaremos uma das mais desastrosas experiências já implementadas no futebol. Lamento profundamente que tenhamos chegado a este caminho.

Mas é preciso separar o assunto de torcida única com o cumprimento do acordo feito na sede do Tribunal de Justiça. Não cumprir este acordo seria simplesmente um afronte, um desrespeito as instituições do Estado de Alagoas.

O fórum para discutir o assunto seria a mesa de reunião onde um variado leque de autoridades se fizeram presentes. Se estivessem unidos, com argumentos concretos – e, não apenas com falácias, CSA e CRB teriam posto argumentos contrários ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça e as instituições de segurança do Estado.

É preciso lembrar aqui, sob o risco de cometermos injustiças, algumas situações pontuais. A primeira delas é que a Federação Alagoana de Futebol provocou a reunião por pura incapacidade – entendo, que devido a gravidade do assunto – de tomar um posicionamento. Portanto, como o futebol não decide os seus problemas, precisou recorrer à Justiça, mesmo que de forma informal, para que a mesma decidisse.

Segundo aspecto não podemos esquecer que ainda no ano passado, o Conselho de Segurança do Estado de Alagoas, órgão com vários assentos e que comtempla diversos setores, indicou que em 2017, os clássicos deveriam ser jogados com torcida única. Isto, pós- clima de consternação pelo ocorrido na final do Alagoano. O futebol não reagiu. Penso que entendeu que ‘isso é conversa. Não vingará. Como é que vamos jogar no Alagoano um clássico com torcida única?”. Mais uma vez pagaram pra ver.

A reação dos clubes foi lamentar e da pior forma possível. Rafael Tenório e Marcos Barbosa ameaçaram sequer jogar o Alagoano após receberem a punição pela Justiça Desportiva, aqui e no STJD. Ainda encontraram um ‘mecanismo’ para burlar a decisão e se deram mal.

Nós já vimos em outros momentos, o próprio CRB, através do seu presidente, defender e/ou fazer acordo, para termos torcida única. Jogos por competições nacionais e regionais já tiveram torcida única aqui e em Natal, por exemplo. Decisão esta, patrocinadas por dirigentes das duas equipes. “Aqui teremos apenas torcedor do CRB. Lá nossa torcida não vai”.

O terceiro – e, no meu modo de ver- contundente aspecto foi a reunião do Tribunal de Justiça que formulou um acordo informal – é verdade – mas uma acordo com a presença de tantas autoridades não poderia ser questionado. Ele teria que ser cumprido e que os clubes e a FAF criassem mecanismos para reverter aquela decisão.

O CSA se acomodou e decidiu cumprir. Rafael Tenório disse que no jogo com mando do CRB, o torcedor do CSA não iria ao jogo. A FAF se omitiu. Até mesmo quando o CRB pediu por ofício uma informação, a FAF afirmou que não havia qualquer que fosse a decisão judicial determinando torcida única. Não teve a coragem de alertar ao CRB que havia um acordo no TJ. Isso não é nem mencionado no documento. Por fim, o CRB concordou com a decisão de torcida única, dito por vários atores participantes da reunião, e depois contestou a legalidade jurídica da ata, alegou o Estatuto do Torcedores para justificar seus pedidos na Justiça, acionou o CSA, depois em outra petição, acionou a FAF, seu advogado deu entrevistas sem nexo, sem argumento nenhum e tomou 3 a 0 na briga das liminares.

Por fim se ninguém do futebol tem a capacidade de resolver seus problemas, de promover uma diálogo civilizado entre os seus mandatários, sem ninguém trabalhando um plano que pudesse convencer a Justiça e os órgãos de segurança que o clássico poderá – e, precisará, ter duas torcidas, de preferência com estádio completamente dividido.

Neste cenário, que o jogo seja –e, precisa, ser realizado com torcida única para o bem do respeito as instituições do Estado de Alagoas. A partir desta pancada, o que os clubes de forma racional irão fazer? Trocarem farpas nas redes sociais? Concederem entrevistas que não acrescentam em nada? Ou trabalhar juntos, um plano firme, argumentos concretos por duas torcidas no Estádio? O tempo irá dizer.

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