CRB tem começo forte e traz esperança de ano melhor para o torcedor

 |  quinta, 17 janeiro 2019 00:00

Não dá para ser incoerente: é apenas um jogo, no início de temporada e com 13 dias de treinamento. Mas o empate do novo time do CRB contra o antigo time do Bahia foi um resultado muito positivo.

Roberto Fernandes já havia alertado na sua entrevista coletiva na apresentação da equipe que o desafio era montar uma nova equipe em pouco tempo e que como titular absoluto, a equipe teria apenas um jogador.

Comparando ao adversário, o Bahia tinha oito jogadores da base do ano passado, com o mesmo treinador e com contratações que qualificaram ainda mais o elenco. Em cima de todo este cenário, a valorização do resultado obtido na Arena Fonte Nova fica ainda importante.

Gostei de alguns conceitos do técnico Roberto Fernandes. Hugo Sanches é um jogador taticamente muito importante, sendo o primeiro a marcar a saída de bola do adversário. Fernandes mapeou de forma muito eficiente as características do Bahia e modelou o CRB para travar as laterais com Nino Paraíba e o excelente Paulinho. Para isso usou uma dobra no lado esquerdo e o volante Ferrugem, jogando como extremo pelo lado direito.

Matheus Silva mostrou muita eficiência como segundo volante, os laterais foram tímidos, mas sem comprometer e ainda ajudam na transição, no momento ofensivo do CRB e a dupla de zaga começou com muita dificuldade na bola aérea, mas depois conseguiram ajustam o posicionamento.

Se o CRB terminou o ano com tantos questionamentos, teve tanta dúvida na questão política do clube, demorou a começar a montar a equipe, o resultado do primeiro jogo mostrou que o time pode apresentar um crescimento, desenvolver competitividade e ter uma temporada bem melhor do que foi feito em 2018.

CSA tem estreia superior a expectativa criada

 |  quarta, 16 janeiro 2019 00:00

 

 

 

Para a grande maioria do torcedor, o jogo de estreia na temporada colocava de um lado um time de Série A contra um time de Série B com uma equipe Sub23, ou seja, CSA precisava passar por cima.

A avaliação mais apaixonada do torcedor é cercada de erros de avaliação. A primeira delas está no pouco tempo de trabalho que o CSA possui. São apenas 14 dias para montar um novo time. Ontem a equipe que estava em campo tinha apenas três jogadores da formação do ano passado.  Jogadores ainda com pouco desenvolvimento físico, sem entrosamento e com dificuldade nos conceitos de jogo que o técnico Marcelo Cabo pretende implementar.

A outra avaliação necessária é não menosprezar a qualidade do time Sub23 do Vitória. A equipe é vice-campeã brasileira, com um planejamento do clube, treina a quase um mês, sabendo que fará dois ou três jogos no início da temporada e a base jogada junta a três anos. Foi sem dúvida um senhor adversário para o CSA.

O empate , nas condições acontecidas, foi um resultado bom, com uma apresentação acima do esperado para o primeiro jogo de uma nova equipe.

Entre os destaques, João Carlos, Luciano Castán e Matheus Sávio mostram que as indicações da comissão técnica, viabilizadas pela direção são muito positivas. Existem jogadores com possibilidade de crescimento. Régis, jogando na segunda linha pelo lado direito, tende a crescer, Patrick Fabiano precisa de ritmo e de adaptação ao futebol brasileiro e jogadores como Ramon, que faz a fumaça necessária para o estilo de jogo do CSA, Jhonatam, versátil e que ocupa espaços com inteligência, Mauro Silva que se apresenta muito para o jogo, sendo uma opção de aproximação e Lohan que tem potencial e mostra ser bom finalizador, podem conseguir encaixes no modelo de jogo e tornar a base azulina bastante competitiva.

Claro que o torcedor pode cornetar, cobrar um time com cara de Série A, mas a paciência e espera pela construção de uma nova equipe mostrar ser o caminho para chegar a uma equipe competitiva.

Um câncer que ninguém tenta combater

 |  sábado, 05 janeiro 2019 00:00

Um dos maiores problemas enfrentados pelo futebol brasileiro é o calendário. Clubes e profissionais relacionados ao futebol sofrem, não conseguem o rendimento esperado e são expostos a situações absurdas, sem que haja uma reação. O câncer é destrutivo mas é alimentado por todos.

Esta semana com a apresentação de CSA e CRB ouvimos os técnicos Marcelo Cabo e Roberto Fernandes fazerem referências as dificuldades de início de temporada. Cabo alertou que usará o mês de janeiro, é bom explicar que com jogos oficiais pela Copa do Nordeste e pelo Campeonato Alagoano, como pré-temporada. Em sua fala – e com razão – o técnico do CSA deixou claro ser impraticável a formação de uma equipe com apenas 14 dias de trabalho antes da estreia na temporada. Também se referiu a necessidade de ‘rodar’ o elenco, usando dois times para não desgastar os jogadores e não correr risco de perder jogadores por contusão.

Roberto Fernandes também usou sua primeira entrevista para expor problemas decorrentes do calendário. Primeiro falou sobre o tempo de pré-temporada. O técnico regatiano tem como ideal a apresentação e o início do trabalho em 17 de dezembro, período que lhe ofertaria aproximadamente um mês, antes da estreia na Copa do Nordeste. Além disto terá que formar um novo time em praticamente 14 dias de trabalho.

Estas situações postas pelos dois treinadores são claras mas ninguém no mundo do futebol levanta a bandeira contra isso que está posto. Jogadores, preparadores físicos, fisiologistas, fisioterapeutas, técnicos, dirigentes, clubes ‘aceitam’ o que está posto e buscam ‘soluções’ para o ‘monstrengo’.

Era necessário um sério debate, uma avaliação técnica, criteriosa sobre tudo isso. Não posso dizer que não houve melhoras, já aconteceu sim. O Movimento ‘Bom Senso’ trouxe algo positivo para discussão, inclusive, exigindo férias por um período maior e com uma pré-temporada. Mas o formato encontrado – e posto em prática – ainda é desumano.

E não venham com a ideia que ‘antigamente’ se jogava mais e não tinham estes questionamentos. O futebol mudou muito. A intensidade que se joga hoje é absurda e com um calendário sufocante e sem uma preparação ideal temos jogos com baixa intensidade, jogadores que não conseguem atuar no seu melhor, clubes que poupam atletas em competições importantes, futebol que perde qualidade.

Enquanto a reação não partir do próprio futebol o assunto seguirá sem ser tratado da maneira que atenda o próprio futebol da melhor maneira. Todos buscam adaptação, queimam etapas mas não resolvem o problema.

...e o câncer segue cada dia mais destrutivo.

A roda girou e hoje estamos por cima

 |  terça, 01 janeiro 2019 00:00

Nunca deixe de acreditar que a ‘roda gigante gira’. Um hora você está embaixo e em outro momento estará por cima. O futebol de Alagoas vive um momento superior ao futebol pernambucano.

Sempre fomos muito ligados a Pernambuco seja por situações históricas, políticas ou econômicas. Com times maiores, mais estruturados, com maior poderio econômico e com mais resultados, Pernambuco olhava para os clubes alagoanos como algo inferior. Sim, existia uma soberba e dentro de campo isso era reforçado pelos resultados sempre melhores para os times pernambucanos.

Ao longo de anos, não importava o adversário, poderia ser o poderoso Sport ou o humilde Estudantes de Timbaúba, quando um clube alagoano atravessa a fronteira, tomávamos a pancada.

Nos últimos anos, o declínio dos times pernambucanos foi paralelo ao crescimento dos alagoanos. Em 2016, o CRB fez uma das mais belas apresentações em solo pernambucano ao triturar o Náutico em plena Arena de Pernambuco por 3 a 1 e com uma grande quantidade de alagoanos.

Paralelamente, o CSA reconquistou espaço nacional, subiu seguidamente de divisão nos campeonatos nacionais e agora ocupa a posição de um dos quatro clubes do Nordeste na Série A. Lembrando que é um de Alagoas, um da Bahia e dois do Ceará. Pernambuco perdeu representatividade.

Hoje não possui clube na Série A, tem um na B – igual a Alagoas – tem dois na C e até teve um rebaixamento para D, assim como nós também tivemos.

Acabou o futebol de Pernambuco? Claro que não. O Sport, com todas as dificuldades, ainda é um dos maiores e mais importantes clubes do Nordeste. O Santa Cruz, com sua impressionante e apaixonante torcida, também é um gigante. O Náutico recupera-se de decisões equivocadas e é reconduzido a sua casa, o tradicional alçapão dos Aflitos, para voltar a se fortalecer. Pernambuco ainda é mais forte economicamente, com poder de investimento e ainda goza de mais prestígio no cenário nacional.

Mas a supremacia hoje diminuiu. Nos últimos anos, o futebol alagoano tira jogadores de Pernambuco. Também tem tirado técnicos e até mesmo profissionais ligados a outros setores estão em Pernambuco levando soluções. O consultor de marketing, Tomaz Ferrare tem cuidado diretamente do licenciamento de produtos e da marca própria do Náutico. Isso é know how alagoano em solo pernambucano.

Na contra-mão, Pernambuco tem buscado em jogadores considerados ‘refugos’ do futebol alagoano, a ‘solução’ para algumas de suas equipes.

O momento não diz – e, isto para mim, é claro – que Alagoas é maior que Pernambuco. Isto mostra que a soberba é o começo do declínio e que o futebol alagoano tenta mostrar qualidade e tenta se estruturar, ter bases sólidas para o seu crescimento.

Apesar de comemorar este momento fica um alerta para os alagoanos. O momento não pode servir para respondermos com soberba, afinal de contas, isto também seria um passo para nossa queda. O momento precisa ser aproveitado para um crescimento sólido, sustentável e com a certeza que a roda gigante quando gira lhe deixa em um momento em baixo e no momento seguinte em cima.

O risco de não depender mais de si

 |  domingo, 11 novembro 2018 00:00

A reta final da Série B deu uma complicada no momento vivido pelo CRB na competição. É bom lembrar que o CRB começou a rodada com quatro pontos de distância para o Paysandu. Com o empate contra o Criciúma e a vitória do Papão sobre o Guarani, a diferença caiu para dois pontos.

Restam duas rodadas e seis pontos para serem disputados. Isto tende a se agravar pois o Paysandu jogará já na terça-feira, abrindo a rodada. Se o Paysandu vencer, ultrapassa o CRB e joga uma pressão dos diabos para o Galo enfrentando o Londrina. Neste cenário de vitória do Paysandu, o CRB fica obrigado a pontuar contra o Londrina para não chegar a rodada final sem depender do seu próprio resultado.

Por outro lado, se o Papão perder ou empatar, vencendo o Londrina, o CRB 'fecha a régua e passa a conta'.

O pior cenário possível é o CRB chegar em desvantagem na rodada final com os dois jogando como mandantes. Torcedor do CRB vai precisar secar um time azul e branco algo que ele já faz com naturalidade. Que venha a terça-feira para que o Papão não pape nada.

Projeções após 27ª rodada mostram CSA na Série A com 63 pontos e CRB na Série B com 40

 |  quinta, 20 setembro 2018 00:00

As projeções matemáticas são uma ferramenta bastante utilizada na reta decisiva do Campeonato Brasileiro da Série B. Uma das alternativas para projetar a quantidade de pontos necessários para acesso ou para rebaixamento é construída em cima do percentual de aproveitamento dos clubes.

Esta projeção é variável em função do aproveitamento dos clubes ao final de cada rodada, isso significa que a cada rodada, o aproveitamento dos times do G4 abaixam ou diminuem o número de pontos.

Com a 27 rodada fechada para atingir o acesso, o clube que ocupa a 4ª colocação tem um aproveitamento de 55,6%. Para o final da rodada, a projeção é de 63 pontos. Já em relação a rebaixamento, o aproveitamento para permanecer na Série B seria de 35,8% projetando – que neste cenário – com 40 pontos o time permaneceria.

É importante ressaltar que os números de mais segurança são os tradicionais números de 64 pontos para acesso e 45 para permanência.

CENÁRIO

Dentro dos números de segurança – 64 e 45 -, o CSA somando 46 pontos precisaria somar 18 pontos para atingir os 64. Restando onze rodadas e 33 pontos para disputar, o CSA precisaria fazer 54,5% dos pontos que disputar. Rigorosamente, o CSA estaria a seis vitórias do acesso para Série A nos onze jogos que vai disputar.

Já também dentro do número de 45 pontos, o CRB que possuí 29 somados, precisa somar mais 16 pontos. Nos onze jogos que restam e com 33 pontos a disputar, o time regatiano precisaria de seis vitórias ou cinco vitórias e um empate. O CRB precisaria ter um aproveitamento de 48,8% dos pontos disputados.

Sensação ruim danada

 |  sábado, 15 setembro 2018 00:00

Havia confidenciado a algumas pessoas mais próximas ao deixar o Rei Pelé no último jogo do CRB em casa, que a minha sensação foi de que estava vendo um time rebaixado. Compartilhei este sentimento no grupo de whatsapp CRB ZAP oficial.

Após o jogo diante do Brasil de Pelotas, a sensação foi ampliada. Não vejo forças no time do CRB para se livrar do rebaixamento.

É claro que esta é uma sensação mas este sentimento não é algo desejado por mim. Este sentimento é algo passado pelo time do CRB.

São 27 rodadas passadas com o CRB frequentando a zona de rebaixamento em várias destas rodadas e sem apresentar um futebol que possamos dizer que inspire confiança para o torcedor.

Tirando Mazola Júnior que teve apenas um jogo, Doriva e Júnior Rocha já experimentaram tudo e todos os jogadores disponíveis no elenco. Claramente – sem nenhuma dúvida na minha avaliação – o problema é de elenco, qualidade, momento técnico.

Não acredito que este grupo possa tirar o CRB deste momento de tanta dificuldade. Restam onze jogos e o número de segurança continua sendo 45 pontos. Mas com o aproveitamento tão baixo das equipes que brigam por rebaixamento, ao final desta rodada, o número de pontos para não cair é de 40. Isso mesmo, 40 pontos. E mesmo assim, o CRB não inspira confiança.

São 33 pontos em disputa e o CRB precisará somar 16, com cinco vitórias e um empate. Mesmo assim, com algo completamente possível de ser atingido no aspecto numérico, quantos torcedores tem a confiança que este número será atingido.

Só um passe de mágica poderia mudar o status de angústia do torcedor do CRB. Será que aquele regatiano apaixonado terá que ir até o final da Série B nesta angustia?

Ou antes da competição findar teremos uma definição de permanência ou rebaixamento?

Torcedor pode tudo em nome de sua paixão?

 |  segunda, 13 agosto 2018 00:00

O torcedor do CRB atravessa um dos momentos mais complicados dos últimos anos. A equipe não se encontrou na Série B e se encaminha para um rebaixamento para Série C do Campeonato Brasileiro.

No entanto, o pacote de insatisfação é bem maior. O time perdeu um tetracampeonato, tido como certo para o CSA e agora ainda está tendo que 'conviver' com o próprio rival nadando na parte de cima da tabela e brigando por acesso a Série A.

Tudo isso leva o torcedor a explodir, mostrando sua insatisfação em vários momentos e por diversos canais.

A utilização das redes sociais e fator de impessoalidade tem feito com que o torcedor passe dos limites. O fato acontecido no final de semana envolvendo o volante Feijão e o presidente do clube, Marcos Barbosa, são exemplos clássicos disto.

O torcedor é o maior patrimônio do clube, tem todo direito de estar chateado, mas não tem o direito de ir nas redes sociais de jogadores ou de dirigentes e ser desrespeitoso, ofendendo-os e transformando a sua ira em algo pessoal. 

Quando o torcedor ofende o jogador dá o direito que o jogador possa responder a altura. Feijão respondeu em um tom forte mas porque foi provocado a isso. Ninguém, independente de render em campo ou não, ninguém que possa ser culpado ou não, pode ser desrespeitado em um espaço que é seu, particular, pessoal, mesmo sendo uma pessoa pública.

O torcedor que xingar um jogador e ouvir do jogador: desculpe, estou errado, você pode me chamar de barqueiro, pinguço, ladrão, pipoqueiro, corno, safado, qualquer xingamento e por ser 'torcedor' , o individuo tem um 'habeas corpus' para desferir sua raiva.

Se o jogador responder, der o dedo, passar a mão na barba, como se fala do zaguieiro Flávio Boaventura ou até mesmo sorrir, o torcedor acha que o atleta está pecando contra a 'Santissima Trindade' pois o torcedor é intocável, ele pode xingar, ofender, esbravejar, mas não pode ter uma resposta a altura.

Acho que isto está errado. O torcedor não pode tudo, não tem o direito ou se quer fazer, se quer xingar, se quer agredir se prepare para a resposta, que poderá vir com deboche, no mesmo tom ou em um tom mais alto.

Feijão deixou uma mensagem de felicidade para o dia dos pais. Marcos Barbosa foi ofendido e até xingado que não tem 'moral nem para os filhos'. O torcedor tem o direito de avaliar a criação ou a forma do presidente do clube se relacionar com os filhos?

Fica o questionamento, porque meus pais já diziam: 'o que você não quer para si, não dá aos outros'. Dentro deste raciocínio, a agressão feita merece uma resporta a altura.

Torcedor não pode tudo.

Quando um planejamento respeitará o torcedor?

 |  domingo, 10 junho 2018 00:00

Planejamento é uma palavra que significa o ato ou efeito de planejar, criar um plano para otimizar o alcance de um determinado objetivo.

Infelizmente o significado desta palavra parece não ter chegado ao entendimento do comando da Polícia Militar no jogo entre CSA x CRB.

Após o jogo o ‘planejamento’ posto em prática pela PM expos torcedores do CRB a uma situação que beirou o absurdo, o desrespeito, a indignação. Empurrados como o gado é levado para o abatedouro, os torcedores do CRB foram obrigados a deixar o Rei Pelé pela saída que fica do lado do placar eletrônico, sendo conduzidos de volta para a Av. Siqueira Campos, onde encontrariam torcedores do CSA, que mesmo após quase cinqueta minutos não haviam sido dispersados por completo.

Neste trajeto, sob a contestação de alguns torcedores, a resposta da PM veio através de empurrões e utilização de spray de pimenta, até mesmo em crianças. A lógica indica que a saída precisa ser rápida e por caminhos mais fáceis. Com a saída pelo lado contrário – lado onde existe a rampa de acesso - , daria a alguns torcedores a condição de apenas entrar no estacionamento do estádio para pegarem seus veículos ou mesmo se deslocassem para o ponto de ônibus onde esperariam os coletivos.

Mas os torcedores fizeram toda a volta no estádio saindo pela Cabo Reis e chegando na Siqueira Campos, na esquina do Bar do Carlão onde houve encontro com torcedores do CSA. Após quase uma hora do fim do jogo ainda ouvimos o barulho de bombas no lado de fora do Rei Pelé.

Revolta, desespero, insegurança foram algumas das sensações passadas por pais com seus filhos, por anônimos, por pessoas conhecidas, enfim, pelo grosso da torcida do CRB, que incrédula com o tosco planejamento se viram quase que entregues ao confronto com a torcida azulina.

Não é possível descrever em palavras a sensação vivenciada por muitos, porque o sentimento é próprio de quem viveu momentos angustiantes. A revolta foi expressada por alguns que usaram as redes sociais para denunciar o absurdo planejamento.

E os outros tantos que não conseguiram se expressar? Ou ainda aqueles que passaram a repensar o retorno para um outro jogo após o sufoco enfrentado?

Definitivamente não existe um plano de ação traçado, executado e até mesmo uma repetição de modelos que já foram usados – com sucesso – em outros clássicos, como os dois clássicos da decisão do título estadual. A cada jogo, a mudança do comando da partida traz ideias, padrões, modo operandi, completamente diferente.

A única coisa que não muda é o desrespeito com o torcedor. Também não muda a sensação que o torcedor é tratado como ‘maloqueiro’ em uma vala comum que beira o absurdo.

Talvez o desabafo através de um texto, a cobrança de uma atuação condizente com a grandeza e a importância na Polícia Militar não sirvam para amenizar o momento de desespero, angustia, incerteza e insegurança vivido por tantos, mas é preciso levar a todos os envolvidos que a estratégia, o planejamento utilizado pela PM para a saída do torcedor do CRB causou em muitos momentos nunca vividos ao longo de tanto tempo de acompanhamento do futebol.

É preciso realmente planejar, é preciso criar um padrão de ação, é preciso que o torcedor sinta-se abraçado, tenha a sensação de segurança ao final de um jogo relativamente tranquilo.

É preciso que a PM não seja refém de pensamentos individuais, de uma estratégia equivocada e que exista uma maleabilidade de evacuar a torcida no mais curto intervalo de tempo e pelo caminho de menor risco.

A estratégia utilizada pela PM voltou a afastar um sem número de torcedores do próximos jogos, voltou a fazer torcedores repensarem se vale a pena ir a um estádio de futebol, levou pais que não levaram seus filhos ao campo explicar a decisão a filhos que ficaram frustrados em não ver o seu time.

Se no planejamento da PM tudo isso estava englobado, parabéns, vocês conseguiram o que queriam. Se o pensamento não era esse, revejam os erros, admitam o equívoco e peçam desculpas pelo desserviço prestado aqueles que deveriam ser protegidos.

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